No futebol de hoje, o trabalho do treinador não se resume só á preparação táctica-física-técnica dos nossos jogadores, existe também um trabalho importante de preparação psicológica, esse foi o motivo principal que me levou a iniciar a licenciatura em psicologia do desporto, o facto de me poder dar ferramentas para ser um melhor treinador e conhecedor dos meus atletas.
Como treinadores estamos diariamente próximos dos nossos atletas, como tal interessa-nos conhecer bem a personalidade de cada um, porque cada um deles tem as suas particularidades e deve ser tratado de forma diferente ( não confundir com regras estipuladas ao grupo).
Dentro de um grupo de trabalho existe jogadores com carácter em que as vezes as medidas autoritárias não caiem bem , outros, especialmente os mais jovens que chegam com pouca bagagem e precisam de referencias para formarem o seu próprio carácter e opções enquanto atletas, depois existem ainda aqueles que precisam que lhes seja delimitado férreamente os limites.
Considero que um treinador enquanto trabalho, não deve ser amigo nem ditador, o dialogo é a chave, e o respeito pelo trabalho de cada um o complemento, o treinador é que manda e as regras são para cumprir mas devemos estar sempre abertos a escutar as sugestões dos atletas sempre que estas se manifestem por causas normais.
O futebol é um jogo de emoções e se jogarmos com elas para os aspectos positivos ficaremos mais perto das vitórias pois considero que o melhor treinador não é o mais autoritário mas o que mais motivação cria nos seus jogadores e ai Mourinho é a referencia, dita as regras e é excelente em termos motivacionais.
No aspecto motivacional o mais importante consiste em procurar a coesão total de todo o grupo e para isso terá que conseguir atletas autónomos e motivados, ser justo, ser líder nos momentos de conflito, exercer com firmeza e justiça e saber compreender cada individualidade.
«Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, procurar o seu último limite e dar o melhor de si »






