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domingo, 13 de setembro de 2009

1ª JORNADA DO DISTRITAL DE PORTALEGRE

Começou o futebol no distrito de Portalegre, esta época com três series, primeira jornada sem surpresas em que os super favoritos, Crato, Elvas e Campomaiorense venceram de forma fácil, começou bem tambem o Montargilense com uma vitória.

RESULTADOS, SERIE A

Campomaiorense-7 Esperança-1
Mosteirense-0 Degoladense-3
Arronches-0 O Elvas-5

1º-Campomaiorense 3
2º-O Elvas 3
3º-Degoladense 3
4º-Santa Eulália 0
5º-Mosteirense 0
6º-Arronches 0
7º-Esperança 0

SERIE B

Monfortense-3 Alegrete-0
Est.Portalegre-3 Portalegrense-2
Portus Alacer-1 Castelo de Vide-3

1º-Monfortense 3
2º-Castelo de Vide 3
3º-Est.Portalegre 3
4º-Santo Amaro 0
5º-Portalegrense 0
6º-Portus Alacer 0
7º-Alegrete 0

SERIE C

Crato-3 Alpalhoense-0
Montargilense-2 Nisa-1
Fronteirense-1 Alter-1

1º-Crato 3
2º-Montargilense 3
3º-Alter 1
4º-Fronteirense 1
5º-Gafetense 0
6º-Nisa 0
7º-Alpalhoense 0

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SUGESTÃO DO DIA

O TREINO DO FUTEBOLISTA, um livro de José Soares onde alia o conhecimento cientifico á pratica onde tudo o que está escrito foi testado na prática.
Um livro sem duvida muito interessante.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ENTREVISTA A CARLOS GUERREIRO

A entrevista de hoje é com Carlos Guerreiro, treinador do Sporting Clube Ferreirense da 1ª divisão distrital de Beja, de onde tem partido treinadores e atletas para os palcos mais altos do futebol português, o que diz bem da qualidade do futebol do distrito de Beja.Apesar dos seus 33 anos, já leva 8 épocas como treinador, sempre continuas.


João Prates- O que te levou ainda com idade de jogador a enveredares pela carreira de treinador?
Carlos Guerreiro- Quando fui estudar para Lisboa abdiquei do futebol mais a sério, optando por jogar aos fins de semana no campeonato do Inatel. A paixão pelo treino já existia, e como estava perto de Alvalade, passei os 3 anos a visitar constantemente os campos de treino do Sporting, na altura anexos ao Estádio, onde via treinos de mestres como Roger Spry, Bobby Robson, Queiroz, que me seduziam a perceber mais do assunto. Quando regressei em 2000 a Beja, inscrevi-me no curso de 1º nível e fui convidado pela direcção da equipa onde jogava, o GD Mombeja, a iniciar a época seguinte como treinador jogador, na 1ª experiência do clube em treinos, pois a iluminação foi posta nesse ano. Abracei o projecto, no ano seguinte regressei a outra equipa onde tinha jogado, o FC Albernoense, como treinador jogador também . À 5ª jornada surgiu um convite do futebol federado, e aceitei, abdicando da parte de jogador, na altura com 25 anos.
João Prates- O facto de ser jovem não criou algumas desconfianças nos dirigentes ou pelo contrario foi uma vantagem?
Carlos Guerreiro- O início no futebol federado teve a 1ª situação positiva. A equipa estava em penúltimo lugar, existiam muitos jogadores mais velhos do que eu, inclusive que eram juniores quando eu iniciei em infantil, mas a vontade apresentada e alguma motivação extra, aliada aos resultados que começaram, mérito dos jogadores, a aparecer, e a desconfiança tornou-se em estado de graça, no reconhecimento do valor e no acatar das decisões do líder. Com algumas tensões à mistura, o grupo aceitou a mudança, trabalhou e fechamos a 2ª volta com 8 vitórias, 1 empate e 1 derrota.
João Prates- Concordas que mesmo a nível distrital nos dias de hoje, existiu uma grande melhoria das qualidades de treino, quais os factores que apontas para essas melhorias?
Carlos Guerreiro- Penso que a formação dos técnicos é superior. Não falando apenas na formação académica, que alguns possuem, mas também no acesso à informação e no interesse por a evolução. Ser treinador hoje em dia exige de nós uma actualização constante, pois os próprios atletas já têm noção de quem trabalha bem, de quem se prepara, de quem busca soluções constantes, e pese embora eu ache que existem caracteristicas inatas para ajudar a ser treinador, a informação está disponível a todos, basta querer procurá-la, estudá-la, analisá-la e principalmente, questioná-la! Para procurarmos as saídas melhores para o grupo.
João Prates- Qual dos campeonatos do Alentejo consideras aquele que tem mais qualidade?
Carlos Guerreiro- É uma pergunta complicada para quem só treinou os distritais de Beja. Penso que, se analisarmos em termos de equipas nos escalões nacionais, andamos muito próximos em número de equipas, seja nos escalões seniores seja nos de formação, onde salvo raras excepções todos lutam pela manutenção. Beja neste momento tem um aliciante, o aumento dos campos relvados sintéticos. No Distrital deste ano apenas existirão 3 pelados, em 14 equipas, e mesmo na série A da 2ª divisão, em 9 equipas apenas 4 jogam em pelados.
João Prates- Do distrito de Beja saem habitualmente bons valores, João Aurélio, Targino entre outros, vez alguém com possibilidades de dar o salto brevemente?
Carlos Guerreiro- O problema do interior não é de qualidade. É sim de visibilidade. O Distrital de Beja é pouco acompanhado, existem poucas montras de 3ª e 2ª divisões, pelo que o valor tem de ser muito acima da média para se dar o salto. Os 2 jogadores que falas-te saíram na formação para o Vitória de Guimarães, o João foi dispensado, rodou no Penalva e felizmente deu o salto. Existem bons valores mas saliento um que, na sua 1ª época de sénior foi campeão no Castrense, o ano passado foi o patrão da defesa na manutenção, e este ano ingressou no Mineiro Aljustrelense, 2ª divisão, na sua 3ª época de sénior, o central Vítor Rolim, actualmente lesionado. Bom jogador, boa pessoa, bem formado, que se olharem para ele, dará concerteza o salto.Outro será irmão gémeo do João Aurélio, Luís Aurélio, assinou este ano pelo Moreirense, após passagem pelo Santana, e seguramente para o ano estará na Liga.
João Prates- Qual o grande favorito este ano a conquista do titulo no distrital de Beja?
Carlos Guerreiro- Vai ser um campeonato interessante! Nos últimos anos tem sempre surgido um super candidato, que por ter os melhores jogadores se assume e vence. O Moura o ano passado, o Castrense no outro, o Mineiro Aljustrelense à 3. Este ano a "divisão" dos jogadores fez-se por vários emblemas, e não há um super candidato. Mas passará por um grupo de 4-5 equipas: Almodovarense, Piense, Desportivo de Beja, Odemira ou Despertar.
João Prates- Quais os objectivos do SC Ferreirense para esta época?
Carlos Guerreiro- Para quem conseguiu objectivo na época passada de uma forma sofrida, com a manutenção do Castrense na 3ª divisão, e terminou a época com 14 jogadores disponíveis, era necessário principalmente organizar a casa e dotar o clube de recursos humanos capazes de cumprir o compromisso com o clube do 1º ao último dia. Conseguido isso, o objectivo aponta para o 7º lugar, o meio da tabela, o que permitirá ao Sporting Ferreirense, um clube rico na sua história e com uma direcção serissíma, que está a reabilitar o clube, não passar pelos sobressaltos da época finda e andar nos lugares,não de topo como diz o seu historial, mas aceitáveis face às limitações actuais de orçamento e à juventude do plantel.
João Prates- As equipas Alentejanas que normalmente sobem, acabam por descer no ano a seguir e com grandes gastos a nível financeiro, atendendo a vivermos no interior concordas que deveria apostar-se de uma forma diferente na formação de modo a no futuro a maioria dos planteis ser formados por jogadores locais em vez de continuar a ir buscar jogadores fora com custos adicionais?
Carlos Guerreiro- Esse é o caminho. Mas não é fácil. Quantos juniores federados há em Beja? E em Évora? Poucos. A massa crítica de escolha está limitada e a selecção de valores castrada à partida. Quem, como noutras zonas, tem cidades com densidade populacional elevada é fácil surgirem 100 miúdos e no final ficarem os 30 melhores, e quando sobem de escalão 20 melhores, até teres 1 ou 2 para a equipa sénior. Quem tem vilas como o distrito de Beja onde se custa a arranjar 15 miúdos com idade de Juniores C...é complicado. Isso para já não falar da oferta que actualmente é maior para os jovens e os desvia do futebol para outras actividades. Agora por vezes caímos no erro de ir buscar fora igual ao que temos em casa. Isso não.
João Prates-Em termos pessoais quais são os teus objectivos enquanto treinador?
Carlos Guerreiro- Graças a Deus treino à 8 anos consecutivos e é isso que gosto! À excepção do juniores do Desportivo de Beja, sempre fui convidado a ficar para a época seguinte, o que é super gratificante. Os objectivos são ter saúde, ganhar amizades e respeito que perduram para a vida, ver a evolução de jogadores por mim treinados, e claro, conseguir objectivos para surgir o tal projecto de uma equipa que lute para ser campeã. Se me perguntares o sonho? Fazer vida de treinador, em equipas profissionais. Com a vida que tenho actualmente, os objectivos estão limitados aos que citei, ganhar um dia o distrital de Beja.
João Prates- Algumas palavras que queiras deixar aos leitores deste blogue?
Carlos Guerreiro- Parabéns pela qualidade dos conteúdos e pela filtragem dos comentários. A blogosfera tem infelizmente os tradicionais "intrusos" que nada comentam e tudo criticam. O teu espaço permite uma sã troca de opiniões, que divergindo algumas vezes, permitem muitas vezes questionar-nos a nós próprios a às nossas opções com o que se escreve e diz. É pena que em Portugal existam poucos espaços de partilha, como por exemplo de metodologias, unidades de treino, etc, como temos em Espanha e Itália. Todos saíamos a ganhar. Fica o desafio: e que tal um espaço "o exercício da semana"?
A todos os leitores participem, comentem, questionem que só assim evoluímos. Todos

PEDIDO DE DIVULGAÇAO


PEDIDO DE DIVULGAÇAO


A LUZ DA ESPERANÇA CONTINUA ACESSA

Pepe marcou hoje o golo que continua a alimentar as esperanças Lusas de estar presente no mundial.
Portugal fez a sua obrigação num jogo intenso perante uma equipa Húngara com menos qualidade mas que criou algumas dificuldades pela forma abnegada com que disputou o encontro.
RESULTADOS

Hungria-0 Portugal-1
Albânia-1 Dinamarca-1
Malta-0 Suécia-1

1º-Dinamarca 18
2º-Suécia 15
3º-Portugal 13
4º-Hungria 13
5º-Albânia 7
6º-Malta 1

terça-feira, 8 de setembro de 2009

DIFERENÇA ENTRE JOGAR EM CASA E FORA, QUE INFLUENCIA NO MODELO DE JOGO

Jogar em casa trás algumas vantagens, existe da parte de quem joga em casa um maior conhecimento do terreno de jogo, do balneário, do apoio dos adeptos,etc...poderá isso trazer desvantagens a equipa que joga fora? uns dizem que sim, outros dizem que não, eu penso que não, são aspectos que são treináveis, sobretudo a nível mental !
Normalmente assistimos a equipas dominadoras quando jogam em casa, procuram ganhar mais rapidamente a posse de bola e fazem um jogo mais objectivo, quando jogam fora recuam as linhas, não fazem posse de bola, procurando sobretudo segurança defensiva e exploram alguns contra-ataques.
Enquanto jogador sempre me questionei desta perda de identidade quando jogava fora, sentia que jogando fora ou em casa a nossa forma de actuar devia ser igual.
Hoje continuo a pensar igual, quando treinamos o nosso modelo de jogo ele é planeado num campo de futebol, idealizado sobre as caracteristicas dos nossos jogadores, porque é que quando jogamos fora temos que jogar de forma diferente?
O factor principal de treino aqui é o mental, incutir nos jogadores que o objectivo é igual em todos os campos, a conquista dos três pontos, a disputa do jogo, que fora ou em casa a nossa filosofia é a mesma, depois podemos explorar as vantagens de jogar fora e perturbar o nosso adversário, normalmente quem joga em casa está a espera de dominar o jogo, fazer uma maior posse de bola, mais por consentimento de quem joga fora, encontrando uma equipa que procure dividir o jogo, roubar-lhe a bola, pode intranquiliza-los, fazer os adeptos assobiar a própria equipa, tudo isso são factores que podem ser utilizados por quem joga fora.
O importante é manter a nossa filosofia, adaptar-nos as diversas circunstancias do jogo, mas manter sempre a nossa identidade que definimos para a nossa equipa e ter uma certeza...
« quem procura sempre triunfar, fica mais perto do que aquele que fica a espera do erro adversário para vencer»